“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, nos dias do Rei Herodes, eis que Magos vieram do Oriente para Jerusalém,”
Mateus 2:1
Curiosa postura aquela apresentada por muitos dos que habitavam a região da Judéia quando da chegada do Mestre e que ainda se reflete nos dias atuais, quando a mensagem do bem surge conclamando aos que possam ouvi-la a seguir ao seu encontro.
Certo que as altas posições e as riquezas aparentes do mundo não conferem adequado campo para o florescimento da Boa Nova, visto que a sua formação encontra-se ainda, não raro, distante da lei de fraternidade. Mas, nem por isso a mensagem viva do Evangelho se enclausurará no distanciamento preconceituoso, furtando-se a brilhar onde as sombras da ignorância ainda campeiam. Onde quer que estejas, se teus olhos se afinizam com a luz, encontrarás a claridade.
No lavrador que sulca a terra a fim de que a semente germine, verás o exemplo da fé operante que confia e espera sem subtrair-se ao labor edificante.
Na palavra que ensina e edifica ouvirás a voz do amor ecoando onde encontre disposições de sintonia.
Na fonte que dessedenta o viajante sem lhe cobrar pelo benefício, compreenderás a Divina Providência que dispensa auxílio a quem quer que Lhe procure os mananciais de amor.
Se teus olhos só encontram o crime e a violência e teus ouvidos ouvem somente lamentações e maledicência, para e reflete, pois que talvez teu coração tenha se perdido pelos caminhos da amargura que imobiliza ou das ilusões que cegam.
Muitos são os que ainda hoje, ocupando posições de destaque nos negócios do mundo, dignos de nosso respeito e consideração, permanecem inativos quando o bem lhes concita à caminhada. Assemelham-se a palco vazio a espera que a vida neles floresça. A luz lhes brilha como farol, mas não saberão encontrá-la, pois que fecham-lhe olhos do sentimento.
Precioso registro de advertência encontramos na narrativa do evangelista quanto à conduta do dignitário monarca da Judéia, pois que, mesmo estando próximo, sendo detentor de vastos recursos e compartilhando a presença dos doutores da época, permaneceu enclausurado nas ocupações corriqueiras sem perceber a grande luz que surgia, ali, próximo.
Diversa foi a postura dos que habitavam o oriente, local simbólico do surgimento da luz, visto que, percebendo o grande momento que tivera início, cruzaram enorme distância para encontrar Aquele que é, foi e será a luz do mundo.
Quanto a ti, se não sabes reconhecer o bem por onde passas, pare e pense um pouco mais, pois poderás estar encastelado aguardando que venham sinais dos céus quando o verdadeiro sinal está no bem que possas realizar e encontrar onde quer que estejas.
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