“então, abrindo seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.”
Mateus 2:11
Através do esforço laborioso, vamos conquistando, aqui e ali, recursos novos que, utilizados com diligência e prudência, converter-se-ão em fontes de tranquilidade e paz. Mas, na ânsia de adquirir e guardar, o homem, frequentemente, confunde o que é seu do que lhe está emprestado temporariamente.
Por isso, grandes riquezas, que deveriam ser convertidas em oportunidades de progresso, tornam-se prisões de vaidade e orgulho, arrojando seus detentores, aqui ou além, nos abismos de sombras que cavaram para si mesmos.
Valores espirituais, se não trazidos ao chão do trabalho e da cooperação com os irmãos e irmãs de caminhadas, cristalizar-se-ão em altas torres de gelo, em que muitos se manterão isolados, até que um dia sejam impelidos a descer pela escada da dor.
Mesmo a saúde, se não aplicada no labor produtivo, pode tornar-se algema de vícios, mais tarde substituída pelos flagelos do sofrimento.
Se almejamos verdadeiramente aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece de enriquecimento, lembremo-nos que os únicos tesouros realmente nossos são aqueles que podemos guardar no coração e na mente, através do exercício constante do amor e do aprendizado.
Procedendo dessa maneira, quando formos inevitavelmente chamados à face do Senhor, poderemos, como o fizeram os viajantes do oriente, tirar algo do nosso próprio tesouro e ofertar ao Senhor da vida.
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